Simplesmente Feliz



Pessoas felizes têm problemas? Ou elas apenas os ignoram? É possível ser feliz vivendo no seu próprio País das Maravilhas?

"Simplesmente Feliz" (Happy-Go-Lucky) apresenta Sally Hawkins como Poppy, uma jovem extremamente otimista que chegou à casa dos 30 como se tivesse 15. Sua vida é divida basicamente entre dar aula a crianças, ir a algumas festas, conversar com os amigos em pequenas reuniões, aprender Flamenco e ter aulas de direção. Nada fora do comum, não fosse por sua incrível capacidade de achar uma felicidade intensa nas pequenas situações do dia-a-dia.

A professora primária segue sua vida da forma mais leve possível. É a partir desse caminho meio tortuoso (pra alguns) e cheio de risos que conseguimos entender qual sua reação pra cada tipo de situação ou pessoa.  Poppy conversa com um mendigo no meio da noite, acha graça do chapéu do atendente de uma livraria, conversa sozinha quando sua bicicleta é roubada e encontra seu oposto de personalidade no instrutor de auto-escola, Scott (Eddie Marsan), com quem mantém uma relação no mínimo complicada.




É preciso ter calma pra captar, no entanto, que ali não é importante o drama, os "grandes momentos" ou as inúmeras possibilidades de história que até poderiam ter sido exploradas. A narrativa do filme é um tanto delicada nesse sentido. Mas é exatamente essa escassez de "conflito" responsável pelo impacto na hora certa.

Muitos classificam o longa do diretor Mike Leigh, indicado ao Globo de Ouro de 2008 nas categorias de melhor filme e melhor atriz, como sem graça ou "abobalhado". Mas será que é tão difícil assim tentar compreender seu propósito ao invés de xingá-lo injustamente de bobo? Bobo é quem não se dá conta de tudo aquilo que é dito ali de forma tão real e tão simples.

Então, volto nas primeiras perguntas... Pessoas assim sofrem? Pelo simples fato de me fazer questionar algo, a história me encantou. A composição da personagem é perfeita: estabanada, impulsiva, honesta e distraída... mas um tanto ciente e esclarecida quando a realidade a chama de volta. Poucas atrizes conseguiriam transmitir essa rara forma de bondade depositada apenas no olhar.

No mundo dela, não podemos fazer todo mundo feliz, mas pelo menos podemos tentar. Nós mesmos fazemos nossa sorte. Bom, alguns. Outros apenas "perdem o barco totalmente".


Um dia a ser lembrado



Dia 31 de janeiro de 2014. 11 da noite. Simples assim.

Ainda haverá o dia em que isso será tão comum que ninguém mais prestará atenção. E o mais engraçado? Há quantos beijos héteros os gays "sobreviveram" e nunca disseram nada? Isso os feriu? Por quê esse haveria de ferir aos outros?

E mais... Quantas crianças já possuem ciência de que elas são "diferentes" (mesmo que não em um nível tão sexual) e crescem em um ambiente assim tão absurdo? Uma sociedade em que o correto é apenas ser o que você não é. Elas se tornam adolescentes angustiados e sem um único momento de paz interior. Não vivem bem. Se isolam. Se torturam mentalmente por conta disso. Dia-a-dia. Demoram a ter amigos que também são assim ou que os "aceitem". E isso? Não é violência???

Aquelas crianças que são héteros, permanecerão héteros. Não vão mudar. Qual a razão de não enxergarem um fato tão óbvio? E os pais que estão preocupados com os filhos? Estão preocupados, então, por puro medo ou ignorância em saber explicar de uma forma leve. A estes... lhes ocorreu que no futuro talvez nem seja necessário explicar? Não seria bem melhor? Então qual o problema? E se isso os aterroriza tanto, certamente alguma questão íntima tem de ser resolvida. Afinal, um assunto qualquer só tem o poder de incomodar tanto assim quando ele diz algo a respeito de você mesmo. Não é?

Vivi pra ver o dia em que o primeiro beijo gay aconteceu em uma novela das 9 na Globo.
Falta muito ainda. Mas aconteceu.
Amor à Vida sempre será lembrada por isso. 
Ai sim eu tiro o chapéu. 
#BeijaFelixENiko
Obrigado, Walcyr.

A Estrutura do Caos


Há tempos que algumas declarações lidas em redes sociais têm me incomodado muito. Vou começar com uma bem básica que me provocou um nojo extremo:

"O ódio gratuito que o brasileiro tem do Pelé tem uma justificativa: vivemos num dos países mais racistas do mundo"

Não discutir com gente que consegue fazer de uma declaração real justificativa tão podre pra algo é uma arte. O Brasil é um país com preconceito racial? É. Infelizmente. Quando você acha que vive em uma nova era, é forçado a ouvir comentários diários, por vezes de crianças, que te fazem ficar descrente quanto a qualquer mudança. Essas crianças citadas, por exemplo, provavelmente ouviram dos pais. Elas já crescem em um ambiente condicionado a achar que aquilo é verdade e o ciclo nunca termina. Essa falta de educação é a raiz de qualquer problema e todos sabem. O efeito dominó da ignorância é triste. É absurdo. Revolta. Mas todos se esquecem de que o Neymar, ao que consta, também é negro e é ídolo de muitos já. O garoto é um exemplo de vitória e humildade. E ai? Preconceito, também? Algumas pessoas não gostam do Pelé. Tirando aqueles que não gostam por de fato serem preconceituosos, os outros não podem deixar de gostar por outros motivos?

Dentro dessa discussão interminável surgem justamente os esquerdistas de sofá. São esses que, por se acharem muito liberais criam uma incrível mania de abrir a boca, ou melhor, de digitar as piores incoerências. Os queridos e famosos reacionários equivocados de Facebook não aguentam ficar sem se expressar quando o assunto é "arruaças" também. Os "arruaceiros" não podem ser chamados de "gentalha". Não. Mas quem se opõe a esse tipo de comportamento é chamado de fascista:

"Gentinha"? "Gentalha"? Pode até não se dizer fascista, mas no mínimo muito preconceituoso!"

Engraçado como ambos os autores das frases (reais) se esquecem de que cor ou qualquer outro atributo/status não definem caráter ou índole. NÃO DEFINEM. Suzane Richthofen era rica, branca e loira e matou os pais. "Tá dizendo isso porque é preconceituoso com quem é pobre e não tem condições!", comentam sobre o assunto do começo do ano, o "rolezinho". Ora, não têm condições de comprar nada, mas de fazer baderna onde não é pra fazer, têm! Aos que forem contra, calma, leiam o resto também.

Acesso é um direito sim, diferente de desordem pública. A ninguém pode ser negado. Indiscutível. Ditadura passou. Mas por qual motivo, então, as bibliotecas, teatros e livrarias nunca são alvos destas ocorrências? Manifestação é um direito Constitucional. Mas e quando é feita de má fé? Qual o problema de se ir sozinho ao shopping? Ou organizar um passeio coletivo pacífico que seja? Precisa ir em multidão tão tamanha se não é pra causar confronto obrigatório? Existem diversos centros de lazer que são frequentados tanto por classe média alta quanto pela população com condições financeiras inferiores e nunca necessitaram da intervenção policial. E ai?

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Vídeo amador de um dos "rolezinhos" em um shopping de São Paulo

Por outro lado, sempre haverá injustiça. Pessoas que não causaram a violência ou não tinham a intenção sofrem junto. Quem se uniu ao passeio pensando ser algo comum, movido pela força da massa, acabou passando pelo susto e pela correria. Pelas bombas noticiadas na televisão. Ou pelo dano moral de ser barrado ou selecionado na portaria sem ter feito nada. E nesse caso, nunca se sabe quem começou o quê. Se a polícia foi realmente injusta (convenhamos, isso também não é nenhuma novidade no Brasil), se aquele comportamento é em consequência do alvoroço e do caos de outros lugares ou se realmente aconteceu algo -- como no vídeo acima.

É fácil se rebelar e classificar tudo como preconceito sem ter presenciado nada, não é? Ou então, sem ter visto pelo menos 1 vídeo no Youtube gravado de forma amadora. Gente tirando a camisa e chutando ela no ar. Jovens gritando por achar isso engraçado. Chutes em viatura e empurrões nos policiais... Diga-me... a injustiça é dos pobres moços que estavam fazendo isso ou das famílias, por exemplo?

Se defender o direito de qualquer um de passear em um lugar com gente que saiba se comportar é ser fascista, como disse nosso querido autor da frase ali em cima, realmente, o mundo deve viver em uma anarquia sem limite. Se ter que aceitar maus modos é ser tachado como preconceituoso, então a realidade se subverteu. Qual a mentalidade do ser humano hoje em dia?

Branco, negro, hétero, gay, evangélico, rico, católico, azul, pobre, rosa, reza pra Khan todo dia antes de dormir, aprendeu Klingon, assiste Grey's Anatomy, solta fogos no Natal em vez de ser no Ano Novo ou faz medicina... Qualquer que seja a atribuição... Se não sabe seguir as regras mínimas de respeito e convivência em sociedade, tem que ser repreendido sim! E isso vale até para os policiais que agiram fora da razão. Antes de defender quem faz arruaça e baderna só por chocar, adote um e coloque na sua casa por uma semana. Antes de se posicionar a favor de quem cria levantes não tão pacíficos, esteja lá pra presenciar os estouros e as agressões geradas. Imagine ter que explicar aos seus filhos ao chegar em casa o que foi tudo aquilo e ter de os acalmar. Ai quero ver.

Diário Distópico de Lucas Silva e Silva. Falando diretamente do planeta Terra. Onde tudo pode... acontecer.


Como foi 2013?

Nos outros anos sempre me vi falando sobre amizade, sobre parceria ou confiança. Esse não. Os acontecimentos me fizeram analisar outras questões e me peguei pensando em cada uma delas... Bebi, caí e levantei. Li absurdos, chorei rios e bati a cabeça. Seja superficial ou não, tudo o que aqui lhe consta foi escorrendo sem ordem correta. E o blog é meu. Portanto, seja bem-vindo e me perdoe pelos erros, incoerências ou quebras gritantes.

Em 2013 aprendi que nem sempre há uma maneira de deixar tudo 100% ou todo mundo feliz e ajeitadinho. Resolvido. É preciso dedicar o tempo fazendo isso com as pessoas que são importantes e que também nos consideram assim. Afinal, uma semana a mais ou uma semana a menos, as outras não vão nem se lembrar do seu rosto e preocupar-se não será mais necessário. Educação é uma coisa. Preocupação excessiva com quem não precisa já é outra. Não existe razão de se explicar pra todo mundo sempre. A não ser que você esteja no seu trabalho, claro.

Por falar em assuntos de trabalho, foi exatamente através dele que eu soube que aliar-se aos inimigos é ótimo, mas beber com eles é melhor ainda. Ah, e mais que óbvio, sobre beber, uma nota: percebi que se tivesse qualquer inclinação para o alcoolismo, meus perfumes já estariam esgotados. Não sou Santana.

Aprendi também a dor e o prazer que significa andar por aeroportos quando você coloca o seu coração como motivo pra isso e se entrega. Se joga de cabeça. Sem medo. É chegar com palpitações e sair com um nó monstruoso na garganta enquanto as lágrimas não param de cair. Olhar pras malas e querer sair correndo. É se atrapalhar e agir como um perfeito bobo no check-in. Como adicional, aprendi como é perder um voo e quase ter um ataque cardíaco por conta disso. Mas tirei de letra.

E em todos esses momentos? Onde está o celular? Ficará sem serviço nas horas em que não poderia ficar. Provocará D.R.s gigantescas e desentendimentos. Diversos problemas de comunicação que podem levar a loucura (solitária ou conjugal). No entanto, nos dias em que ele estiver disponível, não passará de uma mera fonte sobre horários e previsão do tempo. GPS, 3G e SMS? Tsc. Esqueça.

Citando o stress, tirei outra conclusão: ele se alastra. Pegando emprestadas as palavras quase literais do comediante Paulo Gustavo, "você pira naquilo, viaja e vai! Quando se dá conta, já ta tomado!" Pois bem. Ao acontecer, não é pra ir divulgando gratuitamente suas manchetes pessoais. Sua vida não é revista semanal. Primeiro pelo seu caráter: preserve ele. Seja qual for o motivo, você não gostaria que te fizessem isso. Ser vingativo não é ser infame. Segundo, se um dia você voltar a falar com esse "ser humano", o tolo será você pra todo mundo.

Mundo? Ele. O mundo. O mundo gira. Ele gira e você se depara com a renovação da sua carteira de habilitação quando nem ao menos a está usando. E ainda não tem seu próprio veículo. Vani de "Os Normais" diria que isso é quase como tirar um troféu de prata. "É bom. Mas no fundo é muito ruim."

Enfim, bom ou ruim, falemos de como nem sempre tudo é preto e branco. E foram meses de análise ouvindo Kid Abelha, acredite. O ser humano é complexo, ambíguo e incoerente. Nunca diga "desta água não beberei". Esse ano, confesso, bebi. E bebi bonito. Mas também vi que a escala de cinza não existe pra outras coisas. O que eu quero dizer é: nos fatores mais básicos, o preto e o branco vão continuar sendo sempre preto e branco, apenas. Ainda acho que pra -- atenção -- "determinados assuntos" não existe "ter experiências pra que a sua visão seja modificada". Moral e ética funcionam assim. Moral muda. Ética não. Desse modo, a opinião muda sim (talvez pelo contexto, por causa das situações e etc), mas as regras básicas que comandam o caráter não. E caráter sempre definirá o que é certo e o que não é. Àqueles que não o tem, realmente deve ser uma tarefa difícil a de discernimento.

Talvez eu tenha justamente pensado um tanto nisso quando me senti um pouquinho mais independente. Quando fiquei bem longe de casa por um bom tempo. Nessa experiência toda eu me vi acompanhado, mas de certa forma percebi como sou quando estou sozinho.

Aproveitando isso, tive o gostinho do que é "morar" com alguém, se assim posso dizer. Senti felicidade com esse alguém nesse período. Me senti um tanto mais completo quando me traziam um pedaço de bolo na cama ou me faziam sorrir durante uma das tarefas que eu mais detesto: lavar louça. Tive prazer em fazer compras no supermercado e levantar de noite pra ver se a janela estava fechada ou o aquecedor ligado sozinho. Esse tipo de felicidade boba e compartilhada. Esse tipo de felicidade que permanece pra sempre na memória. Entende?

Nesse turbilhão todo tentei me adequar. Tentei ser paciente sem ser e a amar sem ter medo do que podia estar por vir. Ou do que talvez "pararia de vir". Fiz tudo e um pouco mais do que eu pensei que algum dia faria por alguém. E fiquei feliz pois pude provar a mim mesmo que eu sou sim esse tipo de pessoa. Alguém que não vê desafio nenhum em colocar a necessidade de quem se ama na frente da sua própria e ainda assim sorrir. Mas também prometi a mim mesmo não me perder. Custe o que custar. Limite todos temos. Uns mais que os outros.

Aprendi, igualmente e infelizmente, o que é se sentir preso a nada, no entanto. Receber o nada, mesmo que existam motivos e eles não sejam seus. Abraçar o nada. Ser sufocado pelo nada. Ouvir o vento na rua e ver a vida passando lá fora. Se irritar consigo mesmo por não conseguir sair desta situação precária. Onde o pobre cada vez fica mais pobre. E o rico, cada vez... Não, brincadeira. Voltando ao assunto... Pode parecer estranho, mas nessa tortuosa maneira de não julgar já julgando, só me vem uma frase em mente: "Quando uma guerra é formada de batalhas já fracassadas, talvez ela nunca tenha existido." A sensação dessa tristeza constante passou, ainda bem. A frase ainda continua. Por alguma razão que eu ainda não consegui decifrar. Talvez instinto. Há quem diga paranóia.

De neuras em neuras, o ano foi repleto de testes de paciência. Foi quase como uma atualização Java: demora, aparecem vários avisos que são ignorados, até que um dia a raiva vem, você vai lá e faz o download. Mas sempre vai existir alguma outra depois pra te deixar mais maluco. Talvez no mesmo dia.

No mais conhecido teste de paciência chamado faculdade, aprendi que fazer TCC em grupo é uma merda. (Com o perdão da palavra, mas não há outra que caiba na descrição). A melhor coisa é fazer sozinho quando possível. Ou em dupla. O que não foi o meu caso. Mas em 7 é pesadelo. É highway to hell. Ah, e trabalhar durante esse momento é de suprema importância. Aqueles que trabalham viram santos intocáveis automaticamente. Mas eu era pau-pra-toda-obra mesmo. O bom disso é que, apesar de todas as dificuldades, demos a volta por cima e recebemos os melhores elogios dentre todos os grupos. O melhor? É que agora digo: "sou formado".  Se eu tenho ideia do que fazer pela frente? Claro. Claro que não. Mas estamos ai para descobrir.

Concluí também que eu tenho a incrível capacidade de absorver tudo o que acontece ao meu redor. As pessoas estão depressivas e eu fico depressivo. Elas estão rindo, eu tendo a rir. Me juntei ao lado das ricas, mas nada aconteceu. O que posso fazer por enquanto, então, é saber separar isso e me afastar de gente que pesa o ambiente. Esse tipo de gente consegue sugar sua vontade de viver. Junte-se a baixeza e acabarás virando uma. E não. Isso não é bom.

Em suma, poderia chamar o ano que se passou como "Estudo Sobre a Utopia de um Iludido", ou algo assim. (Que se registre o nome a partir de agora. Processarei, hein?) Ainda não sei se foi positivo ou negativo. Se me melhorou ou piorou. Se me fez enxergar que ser frio é melhor do que permanecer intenso, sentimental e extremista. Contudo, o que mais aprendi mesmo é que sou forte pra saber o que eu quero, mas idiota o suficiente pra deixar a emoção me fazer tudo ao inverso. Como será o ano-novo? Ninguém sabe. Mas cabeça ao alto e continuemos a seguir essa maluquice toda chamada VIDA.

Everything


There's not anything to which I can't relate

And I'm still here
     
Qual garantia se tem quando se ama alguém? Talvez não exista. De forma palpável, digo. Ou talvez ela apareça nos pequenos hábitos, nas pequenas manias. No teu jeito. No teu jeito único que me deixa sem palavras e me faz balançar a cabeça, às vezes, com uma lágrima presa no olho, sem poder dizer nada. "Dramático eu, cara??? Eu???" Só sei que hoje eu a vejo perfeitamente. Sim, pois essa garantia só a gente enxerga. Ela se esconde na carinha de sono quando tu acorda e vem caminhando de forma desajeitada pela sala me dizer que está com saudade. Está também no olhar tranquilo em me falar que não tem problema eu ter queimado a resistência do chuveiro ou mesmo ter destruído o pé da cama (era de plástico! Isso não se faz, não se faz...).

Hoje posso dizer o quanto você me compreende até mesmo quando eu não estou conseguindo ver lógica em nada do que digo. Aquela vozinha que me impulsiona a continuar. Que me elogia de um modo tão diferente e maior. Até quando é tu que deixa o trabalho todo pra mim. Sim, o discurso pra conseguir fazer te levantar do sofá nos dias chuvosos. Eu "vou tranquilo" nesse discurso sempre que precisar, nunca tenha dúvida. Sempre. Mas, convenhamos... É um trabalho de Hércules isso. De qualquer forma, é o pacote completo que eu quero. Com os erros já cometidos e os acertos de agora. Meus e teus. É o resultado da Telesena me chamando de hora em hora. São os extras do bluray encomendado, lembra? Os menus com legenda em coreano. Tudo. Um precisa estar bem pra poder ajudar ao outro, não é?

Esses momentos e tantos outros me fazem acreditar que tudo o que eu estou fazendo vale a pena. São neles em que, depois de uma noite de sono, eu encontro resposta pra uma certa pergunta: "what am I fighting for?".

Tu é algo que eu sempre admirei. Inteligente, sensível, de uma teimosia medonha como eu. Enfim, um espelho, lembra? Um espelho olhando de volta pra mim. Você me reflete e eu amo isso em você. E se eu pudesse, olharia o tempo todo. E essa sensação é pra poucos.

Feliz aniversário de quase 1 ano.

Atrasado.
Zukm.t tt